A fase de preparação ocorre ainda na maternidade. Alguns manejos realizados nessa fase possuem alto impacto na fase de creche do leitão. Se forem realizados de forma inadequada, o leitão poderá sofrer consequências negativas durante a fase pós-desmame. O objetivo desse texto é abordar alguns desses manejos importantes na fase de preparação do leitão.

Manejos Importantes na Maternidade de Leitões

As primeiras 24 horas de vida do leitão são fundamentais para o desempenho nas fases subsequentes. Garantir a ingestão adequada de colostro é vital para assegurar a sobrevivência do leitão e maximizar o seu desempenho. As ações a seguir podem auxiliar nesse ponto:

  • Mamada segregada: marcar os primeiros 6-7 leitões nascidos. Após o nascimento de todos os leitões, separar os primeiros nascidos e deixar os outros leitões terem acesso ao colostro. Se possível, realizar esse manejo nas primeiras 12 horas de vida;
  • Aquecer os leitões após o nascimento: os leitões, principalmente os de baixo peso, são muito suscetíveis a hipotermia, por isso é necessário aquecê-los com lâmpadas ou tapetes térmicos.

A uniformização de leitegadas deve ser feita até as 24 horas de vida. O objetivo deste manejo é garantir a ingestão adequada de leite para todos os leitões. Alguns pontos são importantes nesse manejo:

Uniformização
· Checar o número de tetos funcionais.
· Selecionar os leitões menores e alocá-los em uma porca receptora.
· Misturar o menor número possível de leitões e deixar a mesma quantidade de leitões e tetos viáveis.
· Não movimentar leitões entre diferentes salas de maternidade.

 

Manejo de Leitões na Creche

Alguns manejos básicos na maternidade devem ser realizados de acordo com a recomendação do veterinário responsável da granja. Abaixo estão descritos os manejos que podem ter impacto no desempenho de leitões na fase de creche:

  • Aplicação de ferro: aplicar ferro dextrano no 3° dia;
  • Vacinação: realizar vacinas de acordo com os desafios sanitários da granja;
  • Coccidiostático: aplicação a partir do 3° dia e, dependendo do desafio, aplicar uma segunda dose no 7° dia.

Nesta etapa, o leitão ainda está com a mãe e, sem dúvidas, seu principal e preferencial alimento é o leite materno. Por outro lado, especialmente as fêmeas hiperprolíficas, apresentam desmames mais tardios e, durante o estresse calórico, a quantidade de leite produzida não é suficiente para que o animal desempenhe níveis mais próximos do seu potencial de crescimento.

Nestes casos, a suplementação de alimento faz com que o peso à desmama seja um pouco melhor, com maior uniformidade dos lotes e, eventualmente, menos desordens intestinais, ainda quando o leitão é lactente.

O principal benefício do início precoce da alimentação é que o leitão, ao ter contato com outros alimentos, desenvolve o hábito de consumo, o que estimula a maturação do seu trato digestivo. Desta forma, animais que recebem alimentação suplementar sofrem menos durante o desmame, consomem e aproveitam melhor este alimento e, consequentemente, crescem mais e têm menor propensão a desordens digestivas após o desmame.

Por isso, é importante o fornecimento de ração para os leitões a partir do 5° dia de vida. Deve-se fornecer pequenas quantidades, várias vezes ao dia. Recomenda-se fornecer 30 minutos antes da alimentação das fêmeas.

Seguindo essas recomendações durante a fase de preparação ainda na maternidade, o leitão pode ser desmamado pois já se encontra adaptado para o novo tipo de alimentação fornecido na fase de creche.

 

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