Em um novo estudo sobre o risco de doenças cardiovasculares, os resultados mostraram que os consumidores de pescado e vegetarianos têm uma taxa de infarto reduzida quando comparada aos consumidores de carne, mas estas taxas diminuem se fatores de risco relatados pelos participantes forem levados em consideração.

 

Um novo estudo sobre o risco de doenças cardiovasculares (infarto) e derrame cerebral/acidente vascular cerebral (AVC) relacionadas ao tipo de dieta (consumidores de carne, pescados ou vegetarianos) foi publicado recentemente no “British Medical Journal” (Tong et al., BMJ 2019;366:l4897). O estudo utilizou 48.188 participantes (homens e mulheres), que foram acompanhados por 18 anos. Os participantes foram separados em três grupos, de acordo com o tipo de consumo: carne, peixe ou vegetarianos (incluindo veganos). E os resultados mostraram que os consumidores de pescado e vegetarianos têm uma taxa de infarto reduzida (13% e 22%, respectivamente) quando comparada aos consumidores de carne, mas estas taxas diminuem e deixam de ser estatisticamente significativas se fatores de risco relatados pelos participantes, como pressão alta, colesterol alto, diabetes e índice de massa corporal, forem levados em consideração. Mas o aspecto mais marcante deste estudo é que os vegetarianos têm uma taxa de AVC 20% maior do que os consumidores de carne, e que esta associação não foi alterada levando em consideração os fatores de risco mencionados anteriormente.

Os autores explicam que estudos anteriores feitos no Japão também mostraram que pessoas com níveis muito baixos de consumo de produtos de origem animal têm maiores índices de doenças e mortalidades devido a derrames cerebrais. E continuam dizendo que “os resultados sugerem que existem alguns fatores associados ao consumo de produto de origem animal que protegem quanto ao risco dessas doenças”.

Nesse estudo, o grupo vegetariano registrou os menores níveis no sangue de vitamina B12, Vitamina D, aminoácidos essenciais e alguns ácidos graxos, que podem ser benéficos para diminuir o risco dessa doença. Estudos futuros ajudarão a identificar quais destes nutrientes estão mais relacionados a esses resultados.

Embora nas últimas décadas a prática do vegetarianismo tenha crescido – em parte por causa da percepção dos benefícios para a saúde – o consumo de produtos de origem animal tem tido um valor fundamental na dieta das pessoas há milhares de anos, e que só agora estamos entendendo.

 

Fonte: Risks of ischaemic heart disease and stroke in meat eaters, fish eaters, and vegetarians over 18 years of follow-up: results from the prospective EPIC-Oxford study Tammy Y N Tong,1 Paul N Appleby,1 Kathryn E Bradbury,1 Aurora Perez-Cornago,1 Ruth C Travis,1 Robert Clarke,2 Timothy J Key1.

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