*Entrevista com Cláudia Rocha do Val, Proprietária da Fazenda Vale do Ouro

Um exemplo da determinação feminina no agronegócio é Cláudia Rocha do Val, que administra seu próprio negócio voltado para pecuária, Itaberaí (GO), há 20 anos, provando que o sucesso não depende do gênero. Formada em Administração, ela viu no agronegócio uma oportunidade única.

“A participação da mulher vem crescendo em função de vários fatores, sendo o principal a quebra do tabu de que os serviços no campo são só para homens”, conta Cláudia. Além disso, para ela, outros motivos influenciam a entrada da mulher no setor, como sucessão familiar, com mulheres assumindo a frente. “Um outro fator é o acesso majoritário de mulheres nas universidades, nos cursos de graduação, pós-graduação, mestrado, doutorado, etc., que promove mais autonomia, educação e consequentemente, maior inserção no mercado de trabalho, principalmente no agronegócio brasileiro, pois se sentem mais preparadas e encorajadas a assumirem seus desafios”,  ressalta.

Mesmo com sua capacitação e contínua busca por conhecimento, a administradora de empresas lembra que houveram muitos empecilhos no decorrer de sua trajetória. “Enfrentei dificuldades como mulher por ter assumido a fazenda há mais de 20 anos quando tínhamos uma cultura machista muito mais arraigada. Problemas por ser cadeirante e não poder me deslocar como gostaria dentro das propriedades, especialmente nos pastos. Mas o ponto mais crítico tinha a ver com meu ‘zero’ conhecimento da área e nunca havido uma ligação minha com o campo”, conta Cláudia, que não teve medo de explorar os medos e prosperar. Hoje, ela enxerga os benefícios do “ser mulher” no agronegócio, que agrega diversos pontos positivos na gestão. “A mulher por ser mais sensível e intuitiva consegue captar certas mensagens nas entrelinhas, tem maior cuidado para tratar seus funcionários, é mais flexível e possui uma mente mais aberta para novos conhecimentos e mudanças”, finaliza.

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