*Entrevista com Graziela Hoff Gloger, Subgerente de Bovinocultura na Cooperativa A1.

Qual é a motivação para cada vez mais mulheres optarem por entrar em um mercado predominantemente masculino? Para Graziela Hoff Gloger, a resposta é a busca por soluções que ajudem pessoas a viver bem no meio rural. Médica Veterinária, hoje ela atua como Subgerente de Bovinocultura na Cooperativa A1, em Santa Catarina, cargo que ocupa há nove anos.

Ela é um exemplo de como a luta por ideais feministas é positiva, uma vez observamos um aumento no número de mulheres tomando à frente no agronegócio. “Acredito que com a necessidade de empatia, organização, gerenciamento dos setores do agronegócio e também por termos estudado e nos especializado nos diversos ramos dele, viemos conquistando espaço”, explica. A presença feminina não é só um status; é sinônimo de determinação, mas isso não quer dizer que foi fácil. Barreiras não só físicas, mas profissionais, são colocadas diariamente, que precisam ser derrubadas, defende Graziela. “Tive que provar a capacidade de fazer meu trabalho e mostrar eficiência constantemente. E por último, ou melhor, sempre, aprender a conciliar trabalho e família. Supero esses desafios e outros do trabalho, pensando que dentro de mim eles não existem, que trabalho para fazer algo de bom para o mundo e sempre pedindo que Deus seja meu guia”.

Cada vez mais, as mulheres estão trazendo novos pensamentos, métodos de trabalho e técnicas mais modernas. Hoje, a tecnologia é uma aliada. “Novas tecnologias economizam meu tempo, que é precioso, me dão acesso a muita informação e pessoas renomadas nas diversas áreas de conhecimento, além de tornar possível a sustentabilidade do agronegócio”.

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